A Importância do estudo da Dermatologia Veterinária

Na rotina das clínicas veterinárias as doenças de pele estão entre as principais queixas dos donos de cães e gatos. Por estarem, muitas vezes , relacionadas a diversos fatores causadores o veterinário necessita realizar uma avaliação criteriosa do paciente, além de um bom diálogo o dono do animal durante a consulta a fim de estabelecer um diagnóstico preciso.

Por serem os problemas de pele bastante complexos e multifatoriais, buscamos aprimorar nossos conhecimentos na área de Dermatologia Veterinária para atender da melhor maneira possível os nossos clientes e principalmente promover a sáude dermatológica dos nossos pacientes.

Paula Becker *

Médica Veterinária CRMV-RS 9909

*Aluna do Curso de Especialização em Dermatologia Veterinária


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domingo, 7 de outubro de 2012

Tratamento das Otites Crônicas em Cães


É muito frequente a vinda de animais para consulta veterinária apresentando otites. Em alguns casos as otites tem curso crônico. Ou seja, o animal já apresentou diversos quadros e recidivas, apesar do tratamento com medicamentos.

Como se sabe que a otite pode ter diversas origens ( infecciosa, parasitária, alérgica, ou animais portadores de seborréia) é fundamental se investigar quais fatores estão envolvidos na doença. Muitas vezes se tratam as doenças de base e o paciente não apresenta mais alterações. Porém quando o animal passou por otites bastante graves, os traumas provocados pelas infecções e pelo ato de coçar podem ter levado a lesões do conduto auditivo externo ( canal que comunica a orelha externa a orelha média). As vezes ocorre crescimento excessivo da pele e formação de pólipos no interior da orelha, que pode levar a obstrução do canal.

Quando o ouvido fica total ou parcialmente obstruído os tratamentos e limpeza das orelhas fica prejudicado. Além disso a secreção ceruminosa passa a ficar retida e nela passam a crescer bactérias e fungos, piorando a situação.

Casos nesta situação de obstrução podem precisar de tratamento cirúrgico. A cirurgia consiste em se "abrir" novamente o conduto auditivo, o que facilita a saída do conteúdo acumulado e o tratamento medicamentoso adequado. Este procedimento oferece uma chance de cura  aos pacientes portadores de otite crônica.

Se o seu animal tem problemas de otite evite tratá-lo por conta própria,  pois a escolha inadequada de um tratamento pode levar a quadros crônicos da doença. Consulte um médico veterinário.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Como Cuidar do seu Animalzinho Alérgico

Muitos pacientes caninos e felinos chegam ao consultório veterinário com sinais de alergia. Na maioria dos casos se  observam coceira, lesões de pele traumáticas devido aos atos de coçar e lamber excessivamente, queda dos pêlos, quadros de otite, crises de tosse, espirros, e até mesmo vômito e diarréia.

Os sintomas são bastante amplos, por isso na consulta o veterinário precisa conhecer os hábitos e rotina do animal. O que já é bastante estudado é a questão da imunidade dos pacientes alérgicos. Eles respondem de maneira exagerada quando expostos a certas substâncias presentes nos alimentos, saliva de insetos como pulgas e carrapatos, mofos e ácaros do ambiente, pólen, e até mesmo microorganismos que existem na pele e fazem parte da microbiota natural dos animais.

Desta forma, os cuidados no tratamento dos animais devem ser instituidos de acordo com o que se acredita que esteja envolvido na doença alérgica.

Além da questão da resposta exagerada do sistema iminulógico, ainda existem pacientes que são portadores de atopia, quadro relacionado também a uma alteração de ordem genética que faz com que a epiderme dos animais tenha uma alteração em sua função  e estrutura. A pele  é mais sensível ao ressecamento, infecções e irritações. Quando diagnosticado com dermatite atópica o paciente deve ter além do tratamento veterinário da crise de alergia , um estudo e acompanhamento para que se possa identificar os fatores que provocam o quadro e também preveni-lo.

 Para que se obtenha a melhor resposta do tratamento é indispensável que o proprietário do animal faça a sua parte, seguindo as recomendações veterinárias. Também deve-se lembrar que as crises alérgicas podem ser contornadas, porém na maioria dos casos a doença alérgica irá acompanhar o cão ou gato durante toda sua vida.

Cuidados que podem melhorar a vida dos pacientes alérgicos:
  • Mantenha o ambiente onde vive, caminha e roupinhas do seu bichinho limpos .
  • Aplique com frequência  produtos para prevenção de  pulgas e carrapatos.
  • Evite fornecer petiscos e sobras de alimentos, e ofereça ração de qualidade.
  • Banhos podem e devem ser realizados com frequência em animais alérgicos, desde que utilizados shampoos suaves e hidratantes  -  a pele limpa também se torna mais saudável.
  • Consulte um médico veterinário e evite medicar seu animal  por conta própria - isso pode piorar a saúde do melhor amigo, além de dar a falsa impressão de melhora sem tratar a causa da alergia.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Coceira em cães e gatos pode ser alergia alimentar?

Muito tem se falado sobre as alergias dos animais de estimação. O convívio próximo aos donos faz com que sejam observados com maior frequência os sinais alérgicos como coceira, lesões de pele e perda de pêlos. Porém outros sinais podem estar presentes em alergias, inclusive  naquelas  provocadas por alimentos.

A alergia a alimentos, sejam eles rações, petiscos ou comida caseira, pode ocorrer em qualquer raça ou idade. Sabe-se também, através de estudos, que um animal que sempre recebeu a mesma alimentação pode tornar-se alérgico a um de seus componentes devido a alterações no seu sistema imunológico. Por isso o médico veterinário pergunta nas consultas que alimentação o paciente vem recebendo.

Componentes proteícos como as carnes e  derivados de leite normalmente são os responsáveis pelas crises alérgicas em cães e gatos. Assim, um cão que esta recebendo há anos de uma mesma ração pode vir a tornar-se alérgico a algum produto que a compõe, necessitando que se realize a troca de alimento. Em gatos a situação também é bastante comum.

São sinais de alergia alimentar o vômito, a diarréia, alguns sinais respiratórios e o prurido (coceira). O prurido normalmente se apresenta em regiões de pouco pêlo (abdome, axilas por exemplo). Porém os sintomas podem aparecer de forma discreta, e as vezes de forma isolada, o que pode mascarar a doença.  O médico veterinário através da conversa com o proprietário, e realização de exames poderá descartar doenças que cursam com sintomas similares, como a alergia a insetos,  alérgenos presentes no ambiente como pólen, contato com produtos de higiene e limpeza, sarnas, e também infeccões por bactérias e fungos. Só então poderá  se confirmar se o caso se trata de alergia a alimentos.

O tratamento consiste em controlar a coceira e outros sinais com o uso de anti alérgicos, e investigar qual componente alimentar está provocando o quadro. Uma dieta especial normalmente é recomendada podendo ser caseira ou industrial, com o uso de rações hipoalergênicas. O período de observação é de mais ou menos 2 meses a partir do início da  nova dieta. Se o animal apresentar melhora neste período pode-se concluir que a dieta enterior era a responsável pelos problemas de saúde. Depois segue-se o controle por toda a vida do animal. O cuidador do cão ou gato deve evitar oferecer o alimento que leva à alergia. Existem ainda alguns exames  que  podem indicar a que susbstâncias o paciente tem alergia, através de reações da pele.

A nova dieta deverá respeitar a aceitação pelo paciente e pelo proprietário. A dieta caseira pode ser uma boa opção para aqueles animais com paladar mais exigente. Porém ao se optar pela comida deve-se respeitar a formulação prescrita pelo veterinário para se evitar a deficiência de vitaminas e minerais.

Vale lembrar que a alergia a alimentos pode estar associada a outras doenças, por isso leve o seu animal a um veterinário de sua confiança.  Mantenha a saúde do seu bichinho em dia!