A Importância do estudo da Dermatologia Veterinária

Na rotina das clínicas veterinárias as doenças de pele estão entre as principais queixas dos donos de cães e gatos. Por estarem, muitas vezes , relacionadas a diversos fatores causadores o veterinário necessita realizar uma avaliação criteriosa do paciente, além de um bom diálogo o dono do animal durante a consulta a fim de estabelecer um diagnóstico preciso.

Por serem os problemas de pele bastante complexos e multifatoriais, buscamos aprimorar nossos conhecimentos na área de Dermatologia Veterinária para atender da melhor maneira possível os nossos clientes e principalmente promover a sáude dermatológica dos nossos pacientes.

Paula Becker *

Médica Veterinária CRMV-RS 9909

*Aluna do Curso de Especialização em Dermatologia Veterinária


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terça-feira, 14 de maio de 2013

"Por que pouco tempo após o banho meu cão está com mau cheiro?"

Esta questão é frequente entre proprietários de cães. Muitas vezes os proprietários tentam encontrar soluções realizando a troca de produtos de higiene ou mesmo da estética ou petshop onde o animal passa por serviços de banho e tosa.  Mas o que podemos considerar fator importante na "durabilidade do banho" é principalmente a saúde e condição da pele dos animais.

Animais que apresentam muito prurido normalmente ficam com a pelagem mais umedecida  pela saliva no ato de coçar e lamber, predispondo ao crescimento de microorganismos na pele. Há também casos em que o animal  já possui infecções por bactérias e fungos que levam a produção de susbstâncias mau cheirosas.

São casos comuns também as seborréias oleosas ou secas de origem congênita ou secundária à doenças como, por exemplo, a Sarna Demodécica. Nestas situações é necessário que se utilizem produtos adequados que consigam limpar, desengordurar, fazer o prevenção do crescimento de microorganismos e controlar as seborréias. Em casos de doenças de pele somente um médico veterinário poderá determinar qual produto seja medicamento ou shampoo é mais adequado para o tratamento.

Sempre que for observado mau cheiro nos animais a boca também deve ser avaliada. Problemas odontológicos sérios podem fazer com que o cão tenha halitose, e ao se lamber seus pelos podem ficar com odor desagradável também. Otites também são causa habitual de reclamações, pois as secreções dos ouvidos, quando inflamados, tem cheiro bastante forte e indesejável.

Antes de associar o mau cheiro do seu bicho à falta de higiene, verifique se ele não apresenta outras alterações. Se necessário procure  sempre orientação veterinária.

terça-feira, 19 de março de 2013

Seborréias no Paciente Canino e Felino


As seborréias são doenças que podem ter causas genéticas,  as chamadas seborréias primárias,  ou secundárias, em casos de estarem sendo associadas a outras doenças nutricionais, metabólicas ou endócrinas. O animal que é portador destas alterações tem uma disfunção na renovação das células da camada superficial da pele, o que faz com que libere maior quantidade de descamações de células do que um animal normal.

O ciclo de renovação da pele dos animais normais é de 21 dias em média. Porém animais que são seborréicos tem seu ciclo reduzido em mais da metade deste tempo. Assim são comuns as "caspas"  formadas por restos de células mortas e a constante troca de pelos em cães e gatos com essa  alteração. As descamações servem de meio de crescimento para  microorganismos. Este crescimento excessivo de microorganismos faz com que os pacientes seborréicos tenham normalmente odores desagradáveis no seu corpo e também nos ouvidos. Também é comum encontrar animais com seborréia tendo maoir tendência à  micoses e infecções bacterianas cutâneas.

O tratamento das seborréias depende da forma que está se apresentando.

Quando a descamação vem seguida de ressecamento da pele podemos classificar a seborréia como seca. Quando a descamação é acompanhada de aumento de produção de oleosidade a seborréia é chamada de oleosa. Em alguns casos o animal pode ter um quadro misto, em algumas áreas tendo a pele oleosa e em outras não.

Medicamentos que "desaceleram" a renovação das células e desengordurantes podem ser utilizados a fim de se melhorar a apresentação da doença. Quando a pele é sensível e tende a ressecamento,  fatores de hidratação podem ser necessários para que se evite a perda excessiva da gordura,  que também tem efeito protetor e faz parte da barreira natural cutânea contra a desidratação e microorganismos.

Animais que possuem a seborréia primária passam a apresentar sintomas já na fase jovem adulta. Em casos de surgimento tardio (animais já adultos à idosos) normalmente a seborréia pode ter um caráter secundário à doenças endócrinas, deficiências nutricionais, ou mal funcionamento de algum orgão. Produtos de embelezamento da pelagem inadequados podem também levar a problemas na pele e pelagem. A água muito quente nos banhos também pode provocar a formação das "caspas".

Com o tratamento adequado a maioria dos pacientes caninos e felinos podem ter uma boa melhora na condição da pele seborreica. Procure um médico veterinário de sua confiança.



domingo, 7 de outubro de 2012

Consulta Veterinária Dermatológica

A consulta veterinária dermatológica é uma consulta onde o foco principal de investigação é a pele dos animais, porém a anamnese é bastante completa. O veterinário procura saber junto ao proprietário dos hábitos, alimentação, higienização, ambiente onde vive o paciente, entre outros. Além das perguntas e esclarecimentos com o dono do paciente, o exame clínico inclui a avaliação detalhada de pele, pelos, ouvidos, unhas, alem dos aspectos comuns de uma consulta geral.

Alguns exames como raspado de pele, tricograma e citologia de secreções podem ser realizadas como parte da consulta para que se avalie a possibilidade de causas parasitarias ou infecciosas. Por se tratar de uma área complexa onde os sinais de doenças são muito similares apesar de terem origens diferentes, os exames complementares são indispensáveis.

Ao levar seu animal a uma consulta por problemas de pele os proprietários devem ter a consciência de que em alguns casos a resposta sobre os fatores envolvidos na alteração cutânea pode precisar de algum tempo de acompanhamento veterinário para que se perceba melhora ou cura.

Alguns quadros clínicos podem tornar necessários avaliações laboratoriais de sangue e também exames de diagnóstico por imagem, para que se verifique a saúde geral dos pacientes.

Mediante qualquer alteração na pele do seu animal procure sempre um médico veterinário.

Tratamento das Otites Crônicas em Cães


É muito frequente a vinda de animais para consulta veterinária apresentando otites. Em alguns casos as otites tem curso crônico. Ou seja, o animal já apresentou diversos quadros e recidivas, apesar do tratamento com medicamentos.

Como se sabe que a otite pode ter diversas origens ( infecciosa, parasitária, alérgica, ou animais portadores de seborréia) é fundamental se investigar quais fatores estão envolvidos na doença. Muitas vezes se tratam as doenças de base e o paciente não apresenta mais alterações. Porém quando o animal passou por otites bastante graves, os traumas provocados pelas infecções e pelo ato de coçar podem ter levado a lesões do conduto auditivo externo ( canal que comunica a orelha externa a orelha média). As vezes ocorre crescimento excessivo da pele e formação de pólipos no interior da orelha, que pode levar a obstrução do canal.

Quando o ouvido fica total ou parcialmente obstruído os tratamentos e limpeza das orelhas fica prejudicado. Além disso a secreção ceruminosa passa a ficar retida e nela passam a crescer bactérias e fungos, piorando a situação.

Casos nesta situação de obstrução podem precisar de tratamento cirúrgico. A cirurgia consiste em se "abrir" novamente o conduto auditivo, o que facilita a saída do conteúdo acumulado e o tratamento medicamentoso adequado. Este procedimento oferece uma chance de cura  aos pacientes portadores de otite crônica.

Se o seu animal tem problemas de otite evite tratá-lo por conta própria,  pois a escolha inadequada de um tratamento pode levar a quadros crônicos da doença. Consulte um médico veterinário.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Como Cuidar do seu Animalzinho Alérgico

Muitos pacientes caninos e felinos chegam ao consultório veterinário com sinais de alergia. Na maioria dos casos se  observam coceira, lesões de pele traumáticas devido aos atos de coçar e lamber excessivamente, queda dos pêlos, quadros de otite, crises de tosse, espirros, e até mesmo vômito e diarréia.

Os sintomas são bastante amplos, por isso na consulta o veterinário precisa conhecer os hábitos e rotina do animal. O que já é bastante estudado é a questão da imunidade dos pacientes alérgicos. Eles respondem de maneira exagerada quando expostos a certas substâncias presentes nos alimentos, saliva de insetos como pulgas e carrapatos, mofos e ácaros do ambiente, pólen, e até mesmo microorganismos que existem na pele e fazem parte da microbiota natural dos animais.

Desta forma, os cuidados no tratamento dos animais devem ser instituidos de acordo com o que se acredita que esteja envolvido na doença alérgica.

Além da questão da resposta exagerada do sistema iminulógico, ainda existem pacientes que são portadores de atopia, quadro relacionado também a uma alteração de ordem genética que faz com que a epiderme dos animais tenha uma alteração em sua função  e estrutura. A pele  é mais sensível ao ressecamento, infecções e irritações. Quando diagnosticado com dermatite atópica o paciente deve ter além do tratamento veterinário da crise de alergia , um estudo e acompanhamento para que se possa identificar os fatores que provocam o quadro e também preveni-lo.

 Para que se obtenha a melhor resposta do tratamento é indispensável que o proprietário do animal faça a sua parte, seguindo as recomendações veterinárias. Também deve-se lembrar que as crises alérgicas podem ser contornadas, porém na maioria dos casos a doença alérgica irá acompanhar o cão ou gato durante toda sua vida.

Cuidados que podem melhorar a vida dos pacientes alérgicos:
  • Mantenha o ambiente onde vive, caminha e roupinhas do seu bichinho limpos .
  • Aplique com frequência  produtos para prevenção de  pulgas e carrapatos.
  • Evite fornecer petiscos e sobras de alimentos, e ofereça ração de qualidade.
  • Banhos podem e devem ser realizados com frequência em animais alérgicos, desde que utilizados shampoos suaves e hidratantes  -  a pele limpa também se torna mais saudável.
  • Consulte um médico veterinário e evite medicar seu animal  por conta própria - isso pode piorar a saúde do melhor amigo, além de dar a falsa impressão de melhora sem tratar a causa da alergia.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Coceira em cães e gatos pode ser alergia alimentar?

Muito tem se falado sobre as alergias dos animais de estimação. O convívio próximo aos donos faz com que sejam observados com maior frequência os sinais alérgicos como coceira, lesões de pele e perda de pêlos. Porém outros sinais podem estar presentes em alergias, inclusive  naquelas  provocadas por alimentos.

A alergia a alimentos, sejam eles rações, petiscos ou comida caseira, pode ocorrer em qualquer raça ou idade. Sabe-se também, através de estudos, que um animal que sempre recebeu a mesma alimentação pode tornar-se alérgico a um de seus componentes devido a alterações no seu sistema imunológico. Por isso o médico veterinário pergunta nas consultas que alimentação o paciente vem recebendo.

Componentes proteícos como as carnes e  derivados de leite normalmente são os responsáveis pelas crises alérgicas em cães e gatos. Assim, um cão que esta recebendo há anos de uma mesma ração pode vir a tornar-se alérgico a algum produto que a compõe, necessitando que se realize a troca de alimento. Em gatos a situação também é bastante comum.

São sinais de alergia alimentar o vômito, a diarréia, alguns sinais respiratórios e o prurido (coceira). O prurido normalmente se apresenta em regiões de pouco pêlo (abdome, axilas por exemplo). Porém os sintomas podem aparecer de forma discreta, e as vezes de forma isolada, o que pode mascarar a doença.  O médico veterinário através da conversa com o proprietário, e realização de exames poderá descartar doenças que cursam com sintomas similares, como a alergia a insetos,  alérgenos presentes no ambiente como pólen, contato com produtos de higiene e limpeza, sarnas, e também infeccões por bactérias e fungos. Só então poderá  se confirmar se o caso se trata de alergia a alimentos.

O tratamento consiste em controlar a coceira e outros sinais com o uso de anti alérgicos, e investigar qual componente alimentar está provocando o quadro. Uma dieta especial normalmente é recomendada podendo ser caseira ou industrial, com o uso de rações hipoalergênicas. O período de observação é de mais ou menos 2 meses a partir do início da  nova dieta. Se o animal apresentar melhora neste período pode-se concluir que a dieta enterior era a responsável pelos problemas de saúde. Depois segue-se o controle por toda a vida do animal. O cuidador do cão ou gato deve evitar oferecer o alimento que leva à alergia. Existem ainda alguns exames  que  podem indicar a que susbstâncias o paciente tem alergia, através de reações da pele.

A nova dieta deverá respeitar a aceitação pelo paciente e pelo proprietário. A dieta caseira pode ser uma boa opção para aqueles animais com paladar mais exigente. Porém ao se optar pela comida deve-se respeitar a formulação prescrita pelo veterinário para se evitar a deficiência de vitaminas e minerais.

Vale lembrar que a alergia a alimentos pode estar associada a outras doenças, por isso leve o seu animal a um veterinário de sua confiança.  Mantenha a saúde do seu bichinho em dia!

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Sarna Demodécica em Cães

A sarna demodécica, ou demodiciose, é uma doença causada pelo ácaro do gênero Demodex sp.

Demodex é um ácaro que  pode parasitar a pele dos cães, estando mais precisamente no interior do folículo piloso. Dentro do folículo, o ácaro desenvolve e se reproduz. Conforme cresce a população dos parasitos, o folículo piloso passa por lesões que levam a queda do pêlo e produção excessiva de gordura pela glândula sebácea. Além disso o animal acaba se tornando mais suscetível a ocorrência de infecções secundárias. Na fase inicial do quadro de demodiciose o animal  não costuma  apresentar coceira. Conforme ocorre a progressão é que os sinais de parasitismo se tornam mais evidentes aos proprietários com a perda de pelos, formação de lesões devido ao prurido, aumento de oleosidade da pelagem.

A contaminação dos cães nomalmente se dá até o terceiro dia de vida. A cadela  portadora transmite aos seu filhotes a sarna pelo contato direto durante a amamentação. Outros fatores genéticos como as imunodeficiências, ou seja a incapacidade de reagir contra o parasitismo pela sarna, também são relacionados a doença.

Os quadros  de  sarna demodécica costumam aparecer durante o primeiro ano de vida dos animais. Podem ocorrer de forma localizada ( focos de lesões) ou generalizada (quando grandes áreas do corpo são afetadas). Animais mais velhos estando imunodeprimidos ou sob condições de estresse também  podem manifestar a doença de forma mais tardia.

Região axilar de um canino, SRD, 10 anos de idade, com diagnóstico de sarna demodécica.
 (Fonte: M.V. Paula Becker CRMV-RS 9909, 2012.)

O diagnóstico é realizado através do exame clinico, histórico, e do exame de raspado cutâneo, onde o veterinário coleta material das áreas com alterações da pele. Esse material é examinado em microscópio sendo possível se observar a presença dos ácaros, em formas adultas, jovens e ovos.

O tratamento pode ser realizado com várias classes de medicamentos. Cabe ao veterinário avaliar que tipo de quadro está ocorrendo para definir o melhor protocolo.  A duração dos tratamentos é longa, podendo chegar a meses, até que ocorra remissão dos sinais e não se encontre mais o ácaro nos exames de pele.

É muito importante lembrar que a sarna demodécica é uma doença de controle, ou seja, na maioria das vezes os animais apresentam melhora clínica com os tratamentos, mas podem continuar  sendo portadores dos àcaros. Atualmente diversos novos tratamentos estão sendo utilizados com eficácia bastante alta.

A melhor maneira de prevenir a disseminação da demodiciose é evitar que animais portadores se reproduzam,  visto que os fatores genéticos de imunodeficiência  serão herdados por seus filhotes e a cadela irá transmitir aos filhotes os parasitos. Ao adquirir um filhote escolha um canil idôneo, que seja sério e não tenha animais doentes em sua criação.

Caso o seu cão esteja com algum problema de pele consulte um  médico veterinário de sua confiança!
Imagem microscópica de exame parasitológico de pele onde se visualizam diversas fases de desnvolvimento da sarna demodécica - adultos, jovem e um ovo.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Alergia a Picadas de Pulgas

Nos meses de calor cresce a incidência de quadros alérgicos nos cães e gatos relacionados à picada de insetos, principalmente por pulgas.  O aumento da temperatura faz com que as pulgas proliferem-se mais rapidamente, acabam infestando ambientes e parasitando os animais.

O animal que possui alergia a picada de pulgas normalmente apresenta muito prurido (coceira), sendo as regiões mais afetadas, no cão, o dorso do corpo e posterior dos membros (região das coxas e próximo a cauda); em felinos a região da cabeça é normalmente afetada. Em muitos casos o prurido é tão intenso que o animal pode vir a perder os pêlos e  apresentar feridas nestas regiões.

O tratamento  e prevenção deste quadro alérgico consiste no uso de medicações que controlem a coceira e principalmente eliminar as pulgas com o uso de produtos tópicos de efeito inseticida.

Também se torna indispensável o tratamento do ambiente onde vive o animal, pois somente 5% da população de  pulgas estão presentes no corpo dos cães e gatos. O restante, 95%, estão no ambiente sob forma de insetos adultos, larvas e ovos. Então, não basta eliminar as pulgas do animal, se ele pode se reinfestar a partir do meio ambiente.

Os produtos antipulgas e anticarrapatos devem ser sempre adequados a espécie que deve ser tratada. Nunca aplique produtos  contra parasitos, por exemplo para bovinos e equinos, que não sejam recomendados para cães e gatos na bula.   Aos felinos principalmente deve-se tomar cuidados evitando produtos não adequados pois esta espécie é muito sensível e facilmente se intoxica com substâncias inseticidas. Sempre seguir a recomendação de aplicação dos fabricantes quanto a dose por peso e frequência das aplicações.

Também não devem ser aplicados produtos para tratamento de ambientes como se fossem para tratamento direto nos animais. As consequências  das intoxicações por contato da pele dos animais com estes produtos podem levar inclusive ao óbito.

Na dúvida consulte  e siga as orientações de um Médico Veterinário, não coloque em risco  a saúde  do seu amigo!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Por que os cães e gatos se coçam?

Muitos proprietários buscam os serviços veterinários porque seus animais estão se coçando. As causas de coceira, ou prurido, podem ser as mais variadas. Em alguns casos  o prurido não se manifesta pelo ato de coçar com as patinhas, mas sim pelas lambeduras. Aquele animal que se lambe excessivamente também pode estar sofrendo com prurido.

O prurido está relacionado a quadros inflamatórios da pele, tanto infecciosos ( causados por microorganismos - bactérias, fungos), por quadros de parasitismo ( picadas de pulga, carrapatos e acometimento por sarnas) e também em quadros alégicos de outras naturezas ( como alegias respiratórias, alergias alimentares, por exemplo).

Além do fato de que muitos animais se coçam com bastante intensidade tirando muitas vezes o sono de seus donos, vale lembrar que as lesões de pele  pelo ato de coçar e lamber podem expor os cães e gatos a infecções secundárias prejudicando além da estética , pela perda dos pêlos, a saúde. Em casos mais crônicos podem ocorrer lesões neoplásicas naqueles locais de lesões muito frequentes, como os carcinomas de pele.

A definição das possíveis causas do prurido é realizada através da anamnese e exames clínicos e laboratoriais na consulta veterinária. Os proprietários dos animais acometidos devem relatar hábitos, alimentação, ambiente onde os cães e gatos vivem, entre outros diversos aspectos a fim de que se  possa determinar  que fatores estão levando ao aparecimento das coceiras.

Em vários casos os pacientes apresentam mais de um fator desencadeante. Por isso os cuidados indicados na pelo veterinário e a importância dos retornos e reavaliações clínicas são indispensáveis para que se perceba o grau da melhora clínica e se  mantenha a saúde da pele.

Evite medicar por conta própria o seu animal com medicamentos antipruriginosos como os corticóides e antialérgicos. Você pode estar mascarando a causa do prurido e não tratando o quadro. Além disso o uso indiscriminado destes medicamentos  pode levar a doenças bastante  graves.

Sempre procure um médico veterinário e proteja  a saúde do seu bichinho!

quinta-feira, 21 de julho de 2011

O meu animal está com um fungo?

- Dra, o meu animal está com um fungo?

Essa é uma pergunta muito frequente em consultas de pacientes com problemas de pele. A idéia de doenças serem  causadas por fungos, ou não,  é uma das dúvidas mais  comuns dos proprietários.

Como em toda doença de pele, esta dúvida só pode ser esclarecida após a avaliação clínica minusciosa de todo corpo do animal e também a realização de exames como a visualização da pelagem sob luz especial (lâmpada que permite identificar alguns tipos de fungo nos pelos) e a realização de exames complementares laboratoriais de microscopia e cultura fúngica.

Apenas a visualização de lesões de pele  não permite ao veterinário um diagnóstico definitivo, pois os sinais do paciente como perda de pelos e coceiras, por exemplo, podem estar relacionados a   diversas enfermidades dermatológicas como: seborréias, alergias, infecções bacterianas, entre outras.

O uso de medicamentos antifúngicos deve ser realizado apenas sob indicação e prescrição do médico veterinário. Alguns medicamentos podem ser prejudiciais quando usados de forma inadequada. Portanto procure um veterinário para não colocar em risco saúde do seu bicho.

Atualmente foi desenvolvida uma vacina para auxiliar na melhora da imunidade frente aos fungos dermatófitos.

Vale lembrar que as micoses de pele, chamadas de dermatofitoses,  podem ser transmitidas as pessoas através do contato com animais infectados, e nunca é exagero procurar um veterinário no caso do seu cão ou gato apresentar alguma alteração de pele.

Paula Becker
Médica Veterinária
Pet da Plínio - Clínica Veterinária
Cultivo fúngico em meio específico para fungos dermatófitos onde houve crescimento de colônias da espécie Microsporum canis.

Lesão causada pelo fungo Microsporum Canis em região cranial de paciente canino Yorkshire